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| Títulos: | A administração pública e os novos paradigmas. O impulso para a mudança |
| Autores: | Lamas, Alexandra |
| Palavras Chaves: | Administração pública Mudanças Organizacionais |
| Datas: | May-2006 |
| Publicações: | Universidade Jean Piaget de Cabo Verde |
| Citaçã: | "Contacto". ISSN 01/2006. 1(Maio 2006) 33-38 |
| Série / Relatório no.: | 011 11 |
| Resumo: | A Administração Pública (AP) tem merecido especial atenção por parte da
sociedade em geral, na maioria das vezes, para lhe apontar os aspectos
negativos e dificilmente os positivos. Na verdade, cada vez mais encaramos a
Administração Pública como um entrave, incapaz de se adaptar ao contexto em
que vivemos actualmente – uma sociedade de informação, que se movimenta a
um ritmo acelerado, que pretende respostas imediatas. É neste contexto que
assistimos a uma dualidade de compromissos, difíceis de conciliar, entre o que a
sociedade nos exige e o que a Administração Pública pode prestar.
Temos, por um lado, cidadãos, com necessidades variadas e cada vez mais
imediatas e, por outro lado, a AP cuja actividade se desenvolve em torno da
defesa e prossecução do interesse público, onde incluímos esses mesmos
cidadãos. Parece-nos, então, que os dois lados apresentados representam
apenas e só o Cidadão. O âmago da questão é efectivamente melhorar a AP
para respondermos e servirmos o cidadão. |
| Descrição: | O surgimento do Estado Providência (Welfare State), como consequência de uma
crise profunda sofrida a nível mundial, impôs-se definitivamente na Europa na
fase posterior à 2ª Grande Guerra (Rocha, 2001), e provocou um aumento
substancial das despesas públicas e do pessoal administrativo, justificado pelo
crescente aumento da dimensão e papel do governo (Rocha, 1991), por meio da
sua intervenção na vida económica e social. Estas mudanças tiveram impacto
directo na AP. O fundamento para o seu crescimento assenta fundamentalmente
em duas explicações: por um lado, a política, e, por outro lado, a burocrática.
Ambas foram desenvolvidas por Downs (cit in Rocha, 1991, p.32) que nos refere
que “(…) os partidos políticos em democracia formulam políticas como meio de
ganhar votos e o governo actua sempre de modo a maximizar o número de votos
que receberá”. Ainda que generalista, esta citação pretende explicar,
politicamente, o crescimento do sector público e intervenção do Estado na
economia. Pela necessidade de se explicar, de forma mais consistente, tais
mudanças em Estados sem uma democracia política surge uma outra explicação
– a burocrática. De acordo com Downs (cit in Rocha, 1991, p.35) “(…) a premissa
básica e preponderante é a de que a burocracia é composta de agentes que
maximizam a sua utilidade”. |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/101 |
| Aparece na Colecção: | Artigos em Revistas
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