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http://hdl.handle.net/123456789/115
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| Título: | A adaptação psicológica da mãe face a doença crónica do filho |
| Autores: | Fortes, Marilda do Rosário |
| Palavras Chave: | Adaptação psicológica materna Estratégias de coping Stress parental Paralisia cerebral Doença crónica. |
| Data de Emissão: | Jan-2008 |
| Editora: | Universidade Jean Piaget de Cabo Verde |
| Relatório da Série N.º: | 037;76 |
| Resumo: | O presente trabalho debruça-se sobre o estudo das estratégias de adaptação psicológica das
mães face a doença crónica do filho. Pretende caracterizar a reacção das mães face ao
diagnóstico da doença crónica, identificar as maiores dificuldades que essas mães enfrentam
em lidar com o filho e conhecer as estratégias de coping usadas pelas mães para lidar com as
situações decorrentes da doença do filho.
O estudo é do tipo descritivo-exploratório caracterizado por uma abordagem qualitativa. Os
sujeitos da amostra são 6 mães de crianças com acompanhamento regular no Serviço de
Fisioterapia no Centro de Saúde Reprodutiva da Fazenda, cujo filho (a) é portador da Paralisia
Cerebral com a idade compreendida entre 0 e os 5 anos. Optou-se ainda, como critério de
inclusão, por um tempo de diagnóstico de pelo menos 6 meses. As mães foram escolhidas por
conveniência. Para a colecta dos dados foi utilizada uma entrevista semi-estruturada que cobriu as
dimensões: coping de confronto com o diagnóstico, aceitação da situação, as dificuldades e
estratégias da superação, o apoio social, as estratégias de superar os atrasos de
desenvolvimento e a socialização da criança. As respostas das entrevistas foram registadas e
tratadas com base na análise de conteúdo.
O estudo revela que o confronto com o diagnóstico é um choque emocional tendo as mães
manifestados sintomas depressivos. Apesar desse choque, as mães revelaram aceitar a
situação e igualmente algumas estratégias de enfrentamento da situação.
As mães deste estudo referiram ter dificuldades concretas e práticas. As estratégias utilizadas
pelas mães são com vista a superar tanto as suas dificuldades como também das crianças. No
que se refere ao apoio social, este foi descrito como sendo proveniente dos familiares,
nomeadamente os avós e outras pessoas significativas da rede social da mãe e da criança
como os pais, os amigos, tios e vizinhos. A maioria das mães está interessada no tratamento
dos seus filhos e usa estratégias que ajudam nesse tratamento.
Os resultados deste estudo revela que na sua maioria as mães estão bem adaptadas, o que
pode ser explicado pelo facto delas estarem a ser beneficiadas por um acompanhamento
multifacetado intensivo, o que lhes permite enquadrar as angústias, tirar as dúvidas e
encontrar o apoio e amparo necessários.
O suporte social recebido tanto pela família como pelos amigos e profissionais de saúde pode
ter sido fundamental para aliviar o stress psicológico e possibilitar uma maior tomada de
consciência da situação. Quanto as estratégias de coping essas revelam mais centradas no
problema. |
| Descrição: | O presente trabalho pretende contribuir para a identificação das estratégias de adaptação
psicológica das mães face a doença crónica do filho.
Embora o tratamento médico para as doenças crónicas infantis tenham evoluído e as taxas de
sobrevivência tenham aumentado de forma significativa, a literatura tem mostrado algumas
implicações emocionais tanto para criança como também para os familiares, em particular a
relação mãe-filho. Santos et al. (1996) consideram que as mães tendem a relatar níveis mais
altos de stress, pelo facto de geralmente serem responsáveis pela maior parte dos cuidados
adicionais dispensados à criança. |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/115 |
| Aparece nas Coleções: | Memórias de Bacharelato e de Licenciatura
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