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Título: As mornas de Francisco Xavier da Cruz (B. Léza) como referência para a reconstituição da história psicossocial e cultural de Cabo Verde
Autores: Lima, António Germano
Palavras Chave: Francisco Xavier da Cruz
Reconstituição
História psicossocial
Cabo Verde
Data de Emissão: 2009
Relatório da Série N.º: 002;8
Resumo: Os músicos integram o grupo dos actores sociais cujas obras não deixam de constituir contributos valiosos para a reconstituição históricocultural das sociedades a que pertencem. Francisco Xavier, B. Léza, é um desses actores sociais que, em termos da construção musical de Cabo Verde, carece de uma investigação aprofundada de modo a podermos identificar, a partir da referida produção, elementos para a reconstituição da nossa historicidade sócio-cultural. Com efeito, várias são as composições musicais de B. Léza que fazem um retrato psicossocial de S. Vicente e de Cabo Verde, o que nos faz pensar a obra musical desse autor como parte das fontes orais e escritas da reconstituição histórica de Cabo Verde, quer na sua abordagem local quer na sua abordagem geral, nomeadamente nas dimensões psicossociais e culturais Ora, é nosso entender que reconstituir a história cabo-verdiana com base na pluralidade das suas fontes é uma forma de fincar os pés na terra – projecto caro aos Claridosos. Assim, com a nossa participação neste encontro tentaremos abordar a contribuição musical de B. Léza como fonte e referência da reconstituição da história sóciocultural cabo-verdiana, desde que cruzada com outras fontes, nomeadamente com a escrita. Por outro lado, pensamos que este tipo de investigação sobre a obra de B. Léza é uma das melhores formas de homenagear esta figura de proa da cultura cabo-verdiana.
Descrição: Antes de mais queríamos agradecer o convite que nos foi formulado para participarmos neste simpósio, em homenagem aos fundadores da Claridade. Vamos falar e debater a vida e obra de B. Léza, “aquele que é” como já dizia Baltazar Lopes da Silva em 1985, “um factor de aglutinação de todos os filhos das ilhas, quaisquer que sejam as suas divergências precárias e transitórias”.2 De acordo com um poeta português, há duas datas importantes na vida dos homens: a do seu nascimento e a da sua morte. Do nosso ponto de vista, o que confere significado e sentido ao espaço temporal compreendido entre essas duas datas é o valor da sua obra para a sociedade a que pertence. E quando a sua obra busca a excelência, então o seu autor, parafraseando um outro poeta português, vai-se libertando da lei da morte. É o caso de B. Léza com a sua obra mornística, justificando assim a afirmação de Baltazar Lopes da Silva, atrás citado, para quem B. Léza é, por isso, um valor do nosso património nacional.3
URI: http://hdl.handle.net/123456789/152
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